Há umas semanas atrás, a @claufresearch, uma tweep neurocientista e que conheci nos meandros digitais da minha actividade profissional, chamou-me a atenção para um livro " Brains on Fire: igniting powerful, sustainable, word of mouth movements", de Robbin Phillips, Greg Cordell, Geno Church e Spike Jones.
Desenganem-se aqueles que julgam ser um livro de negócios/marketing puro. Não o é, e muito menos sobre tecnologias ou ferramentas 2.0. De resto, e a conselho dos próprios autores, se pretendem ler sobre tecnologias, Twitter, Facebook e seus pares, comprem a última edição da Wired (achei esta deliciosa).
"Brains on fire" é, sobretudo, um livro sobre pessoas e as paixões que as movem. Porque são estas pessoas e estas paixões que criam os movimentos, não os marketers, comunicadores, relações públicas, o que lhes quiserem chamar.
O livro está organizado em 10 "lições":
- "Movements aren't about the product conversation; They're about the passion conversation;
- Movements start with the first conversation;
- Movements have inspiratinal leadership;
- Movements have a barrier of entry;
- Movements empower people with knowledge;
- Movements have shared ownership;
- Movements have powerful identities;
- Movements live both online e off-line;
- Movements make advocates feel like rock stars;
- Movements get results."
Soa a "receita para o sucesso", mas não é. Não se tratam de 10 "passos simples para criar um movimento", mas de uma série de considerações, histórias e experiências dos autores sobre tudo o que está por detrás de um movimento; Sim, adivinharam, são as pessoas.
Depois de ler este livro, retiro como principais lições:
- Os movimentos não se iniciam, inflamam-se; Surgem das pessoas e nunca por imposição ou pressão;
- As comunidades não são das companhias/instituições, mas das pessoas: consumidores, fãs, parceiros, colaboradores. Devem ser criadas com estas, por estas e para estas;
- A paixão é mais importante que o QI (isto leva a toda uma discussão de softskills vs. hardskills, que me relembra uma conversa recente com o @armandoalves);
- Os movimentos são entidades "vivas"; não têm limite temporal. quando têm, são campanhas, não movimentos;
- Os movimentos não dependem das tecnologias nem de grandes recursos. Dependem de paixões e motivações (O 25 de Abril foi criado sem internet);
- E, finalmente, as pequenas coisas são as mais importantes.
Parece básico e senso-comum, e até é. Na teoria. Na prática, falha quase sempre.
Aconselho vivamente esta leitura a todos aqueles que, por profissão ou paixão, estão ligados à área de social media, colaboração, gestão de comunidades e afins. Ou aqueles que, pura e simplesmente, "gostam de pessoas" Não, não é um livro sobre tecnologia, mas "Social Media is about the people", remember?
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